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Requeijão de castanha

Não gosto de ficar nomeando receitas veganas com nomes de receitas que de longe não são veganas, mas às vezes é preciso. Como é o caso desse “requeijão” de castanha, que de requeijão tem consistência parecida e a forma de consumir, por isso que chamei desse jeito. Apesar do sabor lembrar um pouco, ele é bem diferente do tradicional. Afinal de contas, é feito com ingredientes totalmente diferentes, não tinha como ser igual né!

Se você acompanha o blog há um bom tempo, já sabe que com castanhas de caju cruas, de molho por algumas horas, é possível obter uma pasta lisa e cremosa. Por ter sabor sutil, que lembra queijo, pode ser usada como base de várias receitas de queijos veganos. Já até fiz aqui no blog cream cheese e queijo fermentado.

Por mais que as castanhas não estão com preço amigável ultimamente, podendo chegar a R$100 o quilo, essa receita rende bastante, o que acaba não sendo tão caro assim como parece. Sempre recomendo comprar em mercados populares ou lojas de produtos naturais, normalmente são bem mais baratas. As castanhas dos supermercados são caríssimas. Aqui em São Paulo costumo comprar na Zona Cerealista (Rua Santa Rosa, Brás).

O requeijão de castanha fica pastoso, cremoso e pode ser consumido do mesmo jeito que o tradicional. No café da manhã sobre torradas, pães e tapiocas. No lanchinho da tarde acompanhado de crackers. Ou em molho de massas, no recheio de pastéis, e por aí vai.

Para realçar o sabor usei levedura de cerveja, também chamado de levedo de cerveja. Que confere um sabor maltado ao requeijão. E um pouco de vinagre de maçã, para dar um sabor ácido e levemente picante. Fica incrível!

Na foto abaixo, o requeijão foi servido com pãezinhos de mandioquinha que publiquei a receita semana passada aqui no blog. Fica uma delícia juntos! Ah, e outra combinação incrível que você precisa experimentar: requeijão de castanha com goiabada ❤ SENHOR! É MUITO BOM! Até salivei aqui hahaha.

Você vai precisar de…
Castanha de caju crua e sem sal – 1 xícara (140 g) – ver nota
Água – 1 1/2 xícara (375 ml) + água da demolha
Polvilho azedo – 1 1/2 colher de sopa
Vinagre de maçã – 1 colher de sopa (15 ml)
Levedura de cerveja – 2 colheres de chá
Sal – 1 colher de chá (5 g)

Atenção, antes de fazer é necessário um pré-preparo…
Coloque as castanhas em um recipiente e adicione 2 xícaras de água (500 ml). Deixe de molho por cerca de 4 a 8 horas. Este processo é importante para tirar os fitatos da castanha, um antinutriente. Além disso, elas vão ficar mais macias e fáceis de triturar com a demolha.

Como fazer…
1- Escorra as castanhas e descarte a água. Lave bem em água corrente.
2- Coloque no liquidificador com os demais ingredientes e bata em velocidade máxima até obter uma mistura lisa e homogênea, sem nenhum pedacinho de castanha.
3- Transfira para uma panela e leve ao fogo médio. Mexa sem parar até começar a ferver e engrossar. Se formar grumos, bata a mistura vigorosamente com um batedor de arame ou passe por uma peneira até ficar lisa.
4- Reserve até amornar.
5- Transfira para um recipiente com tampa e guarde na geladeira. Dura cerca de 6 dias. Depois de resfriado a consistência fica mais espessa.

Rendimento: 2 xícaras

Nota: As castanhas de caju não devem ser substituídas pelas torradas, fritas ou salgadas. Elas precisam ser cruas, que na verdade são cozidas no vapor, mas comercialmente são chamadas de cruas.

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    • André says

      Oi Maria! Infelizmente não dá pra fazer com castanha do pará, não fica cremoso e com boa consistência. Tem que ser com a de caju mesmo. Abraços!

  1. Mayra Moreira says

    Boa noite! Descobri o blog há pouco tempo e tô maravilhada! Tô na transição do vegetarianismo pro veganismo e fiz essa receita agora, super animada ❤

    O meu requeijão ficou um pouco mais escuro, é assim mesmo? Ficou meio bege, não sei se foi pelo levedo de cerveja… obrigada e parabéns pelo trabalho!

    • André says

      Oi Mayra! Fico feliz em saber que tenha gostado do blog e da receita 😀 A cor pode variar de acordo com os ingredientes, como são todos naturais é normal ter essa variação de acordo com a região que foi produzido ou safra. Pode ser que tenha sido o levedo de cerveja ou até mesmo a castanha. De nada e abraços!

  2. Inaê says

    Adorei a receita! Se eu substituir o polvilho azedo por goma de tapioca da certo será?

    • André says

      Oi Inaê! Eu nunca tentei essa substituição, então não tenho certeza, mas acredito que dê certo. Se fizer me avisa como ficou 😉 Abraços!

  3. Olá André,

    Descobri seu blog através da Regina, que postou a receita do seu biscoito de grão de bico com o link para cá.
    Adorei, já estou te seguindo!
    Abraço

    • André says

      Oi Cristiane! Fico feliz em saber que tenha gostado do blog 😀 Bom saber como você chegou aqui hehehe. Espero que goste das receitas 😉 Abraços!

  4. Roberta says

    Boa tarde, Andre!
    Qual a validade dele?
    Qual a validade também do queijo de castanha e do cream cheese?

    • André says

      Oi Roberta! O requeijão dura cerca de 6 dias na geladeira. Já o queijo e o cream cheese cerca de 4 dias na geladeira. Espero que goste 😉 Abraços!

  5. cristiane says

    André, onde vc compra esses potinhos tão bonitinhos? 🙂

    • André says

      Oi Cristiane! Eu compro em lojas de utensílios de cozinha, dá para comprar pela internet também. É só procurar por pote de vidro hermético que você acha vários modelos. Aqui em São Paulo acha fácil em lojas das ruas 25 de março e Paulo Souza no centro. Abraços!

      • Mandalay says

        em Manaus é raro achar e frete pra cá custa 2x o valor dos potinhos.. tão triste isso 🙁

  6. que maravilha! vou fazer certeza.
    sobre o levedo de cerveja, esse que ocorre usa, também compra na Zona Cerealista? uma vez comprei lá mas fiquei nem na dúvida, quando colocou a etiqueta estava “levedura inativa seca”, apenas.
    agora estou com a sorte de estar com aquele ‘nutritional yeast’ em casa, que me trouxeram de fora e dura para caramba, mas queria saber para da próxima vez, e também por ser uma opção mais viável para todo mundo se tiver por aqui…

    muito obrigada!

    • André says

      Oi Ilana! Espero que goste da receita 😉 Sim, o levedo de cerveja eu também compro na Zona Cerealista, é baratinho. Custa uns R$2 um pacotinho com 100g. Você pode usar o nutritional yeast no lugar do levedo já que tem em casa. Aqui no Brasil custa um pouco caro mesmo, por isso uso o levedo de cerveja. De nada e abraços!

  7. Dayse Jeronimo says

    Oi,André! Amo seu blog. Ja fiz divetsas receitas,principalmente os leites vegetais, iogurtes e o queijo. Agora quero experimentar esse queijo o cream chease e o parmezao tb.
    Então também fiquei na dúvida quanto as castanhas cruas. Na loja em que eu comprei o vendedor disse que a crua é denominada assim porque não leva sal e tb não nao são fritas nem torradas e sim cozidas… Hehehe ajudando um pouquinho o esclarecimento. Aguardando o lançamento do livro! Bjus

    • André says

      Oi Dayse! Fico feliz em saber que você gosta do blog. Espero que goste das outras receitas de “queijos” veganos. Sim, bem isso, as castanhas cruas não são fritas e nem torradas, mas cozidas. Obrigado por ajudar no esclarecimento. O livro logo logo chega nas livrarias 😀 Abraços!

  8. Carolina Garcia says

    Seu blog é uma delícia de ser lido! <3
    Informações relevantes, boas receitas e fotos lindas! Parabéns.
    Com relação às nomenclaturas que existem em receitas vegetarianas/ veganas eu também sempre achei uma coisa meio esquisita. Não conseguia – e ainda não consigo – entender a razão de ver "bacon vegano", "bife vegano", "feijoada vegana".
    Mas que eu gostei desse requeijão, eu gostei! E vou fazer já que meu marido ama requeijão e descobriu recentemente que tem alergia ao leite.
    Obrigado por compartilhar conhecimento e receitas!

    • André says

      Oi Carolina! Fico feliz em saber que você acha o blog uma delícia de ser lido 😀 Obrigado! Pois é, também acho esquisito e muitas vezes desnecessário essas nomenclaturas, principalmente “bacon vegano” e “bife vegano”. Espero que você e seu marido gostem dessa receita 😉 De nada e abraços!

  9. Sandra Luz says

    Olá, André.
    Como você citou no primeiro parágrafo, também me incomodam essas adaptações “parece, mas não é”. Uma amiga me mandou outro dia uma receita de “queijo” de batata; retruquei: “mas aí não é queijo… é batata!”.
    Alguns justificam a manutenção da nomenclatura como um meio de não se sentirem deslocados de seus grupos onívoros. Embora o vegetarianismo e o veganismo estejam em voga, os amantes da carne são grande maioria e sempre se referem às adaptações com um certo desdém ou zombaria.
    Alguns pratos culinários muito tradicionais me soam estranhos aos ouvidos quando adaptados; exemplos: “feijoada” vegetariana, “coxinha” de jaca, “maionese” vegana ou açougue “vegano”.
    Não tenho a solução para tal impasse, mas deixo aqui uma pequena centelha para reflexão. Que tal?
    Um grande abraço e parabéns pelo teu trabalho que acompanho com muito prazer – e fome. 😉

    • André says

      Oi Sandra! Pois é, pensamos do mesmo jeito nesse quesito. Abri o post com esse parágrafo tentando provocar essa reflexão, adorei que você comentou sua visão 😀 Sim, alguns adotam essa nomenclatura para não se sentirem deslocados. Eu acabo adotando às vezes por alguns motivos: 1º a receita com esses nomes geralmente soam melhores (nem sempre, claro, como você mesmo citou alguns exemplos) e se tonam mais aceitáveis. O nome requeijão de castanha vende bem mais que, por exemplo, creme de castanha com levedura de cerveja, não é? Só que com essa “solução” surge um “problema”. As pessoas criam falsas expectativas. Fazem a receita achando que vai ficar igualzinha (ou no mínimo parecida) à versão tradicional. Por isso deixo claro no post que o sabor é diferente, afinal de contas são ingredientes diferentes né, não tem como ser igual. Criar falsas expectativas e não atingir elas só afastam as pessoas do veganismo. Aí surge o 2º motivo pra eu adotar essa nomenclatura (às vezes): o modo de consumir esse requeijão de castanha é igualzinho do tradicional. Assim acho mais fácil dar esse nome, porque culturalmente as pessoas já sabem como consumir o requeijão tradicional, então vão saber como consumir esse. Imagina se eu colocasse no título desse post creme de castanha com levedura de cerveja. Muitos iriam se perguntar: “que diabos eu faço com isso?” Não é? Ou melhor dizendo, o post iria passar batido para muitos, nem iriam dar bola e nem tentariam fazer essa belezinha. Aí volto para o 1º motivo, de dar esse nome para “vender”. O que às vezes acho errado, mas me parece um “solução” em alguns casos. É difícil mesmo tentar resolver esse impasse. Certamente eu não tenho a solução, e acho que ninguém tem hehehe. Mas cada um tem uma opinião sobre isso, agradeço você por compartilhar a sua 😉 Fico feliz em saber que gosta e acompanha o blog 😀 Abraços!

      • Sandra Luz says

        Pois é… e cá estamos a filosofar sobre o “requeijão” de castanha. Hehe. Entendo perfeitamente teu ponto de vista sobre problema e solução, expectativa e modo de uso.
        Quando escrevi o comentário acima, estava sob o efeito “Rita Lobo e a maionese” – você provavelmente leu sobre isso, não é? Ela suscitou alguns debates sobre maionese sem ovo e óleo não ser maionese – pessoalmente concordo com ela e já encontrei receitas vegetarianas deliciosas no seu blog Panelinha. Os debates não lidaram somente com a questão veganismo/vegetarianismo, mas também a medicalização da comida: estaríamos paranóicos e com medo do que comemos? Estamos perdendo o prazer em comer e apenas preocupados com a funcionalidade do alimento? Será que há tanta gente assim com intolerância à lactose e celíacos? A se pensar, mas esse já é outro assunto.
        Também me veio à memória um artigo do crítico gastronômico Josimar Melo sobre restaurantes naturais – expressão já em desuso, onde ele questiona essas adaptações de pratos tradicionais para os vegetarianos. O crítico em questão, amante incondicional das carnes, tem uma certa má vontade com comida à base de vegetais, é verdade; mas ele faz um comentário interessante… quando busca um restaurante vegetariano, espera por pratos que realmente façam a diferença e não uma mera imitação veggie do já tradicional, como quem busca por um “foie gras de tofu” – expressão dele.
        Não estou tentando propagar um segregação gastronômica, pelo contrário! O assunto é recente e dá muito pano pra manga; por enquanto, continuo achando “açougue” vegano uma contradição. Mas adorei este pequeno debate, ainda que sem solução à vista… hehe. 🤔
        Ah! Posso chamar o teu “Requeijão de castanha” de “pasta cremosa de castanha”? 😉
        Grande abraço e sucesso! 😘

    • fazendo um adendo, ontem fui em um bar/lanchonete aqui em Florianópolis, Maria Coxinha, e eles têm coxinhas de diversos sabores e massas. tem com a massa tradicional, mas com recheios bem diferentes (siri, camarão, carne seca, só de exemplo), e também vegetarianas e veganas. comi 3 veganas, e a mais diferente de todas era a de massa de feijão com recheio de couve. mas sei lá… acho que não deixa de ser coxinha hhaha o que a gente chama de coxinha? a forma ou a composição? se fizerem uma coxinha tradicional em forma de bolinha, vão chamar de coxinha? acho que é muito relativo, já que é tudo uma questão de convenção.
      o pessoal onívoro que vai lá e come várias coxinhas diferentes não torce o nariz para a nomenclatura. quem torce o nariz para essas receitas vegetarianas e veganas é quem gosta de incomodar – ou nunca experimentou rs
      depende muito de cada nomenclatura. por exemplo, no caso da coxinha, o nome é dado principalmente pela forma. agora, pão de “queijo” vegano fica estranho, porque no próprio nome leva um ingrediente não-vegan; porém, 1. quando comia queijo, comi muitas vezes pães de “queijo” em padarias que nem colocavam queijo 2. as pessoas acabam chamando assim para os onívoros entenderem como é mais ou menos a comida (se eu falar que fiz pão de batata, vão imaginar um pão comum de batata, não um pão de polvilho no formato de pão de queijo).
      o nome hambúrguer em si é associado a hambúrguer de carne, mas se as pessoas vegetarianas e veganas começam a fazer hambúrgueres de outros sabores e começam a se referir aos hambúrgueres sempre apontando seu ingrediente principal, chamando hambúrgueres de hambúrguer de carne, hambúrguer de grão-de-bico, hambúrguer de lentilha, etc, as pessoas ao redor também vão parar de generalizar o nome hambúrguer, e vão começar a atribuir um significado diferente, já que a cultura e os idiomas se transformam.
      e no caso da feijoada: pra mim, desde que eu era pequena, feijoada é uma mistura de feijão com várias coisas diferentes, não importava muito se eram legumes ou carnes haha a que minha família fazia (e aí acho que depende muito da cultura de cada estado) sempre levava os 2, e quando tirei a carne das minhas receitas, continuei chamando de feijoada rs

      como cada palavra que a gente adquire em nosso vocabulário é geralmente fruto de ouvir o outro falando, e não do dicionário, acaba que ninguém atribui um significado muito específico às palavras, já que vai do entendimento pessoal do significado de cada palavra dentro de um contexto, e a partir de diferentes culturas, que convencionaram que cada x coisa tem um nome y por uma variável diferente… forma/aparência, sabor, composição, modo como é utilizado, etc. será que faz sentido transformar isso em um incômodo?

      • André says

        Oi Fabíola! Que legal, não sabia que Floripa tá tendo opções veganas e diferentes assim, bom saber 😀

        Verdade, cada caso é relativo, a coxinha em si já mudou muito desde quando surgiu na culinária brasileira. Hoje recebe esse nome mais pela forma do que pela composição. É uma questão de convenção mesmo. Ah sim, você tem razão. Coxinha de Nutella ninguém reclama, agora coxinha de carne de jaca o povo torce o nariz dizendo “mais isso aí é coxinha?” Nesse caso é intolerância mesmo e preconceito.

        Suas colocações sobre o pão de queijo, hambúrguer e feijoada são bem interessantes também. Como no Brasil o veganismo ainda é muito jovem, acaba surgindo aos poucos esses novos significados de cada receita. Mas como não está culturalmente inserido, tendo muito variação entre um estado e outro, acaba surgindo esses problemas de comunicação. Não faz sentido transformar isso em incômodo, até pratos bem tradicionais como o cuscuz, levam ingredientes diferentes e preparações diferentes em cada região. Então mudar o recheio da coxinha para algo vegano não vejo como um problema. Mas em alguns casos acho que é estranho, como você mesmo falou do pão de “queijo” vegano. É muito difícil tentar resolver essa convenção de nomenclatura.

        Obrigado por compartilhar sua visão 😉 Abraços!

      • Sandra Luz says

        É verdade, Fabíola. Toda língua é “viva” e sujeita a variações ao longo do tempo; algumas palavras e expressões ficam muito marcadas em nossa memória afetiva, e a comida faz parte dela.
        Quando penso em coxinha – diminutivo de coxa, lembro-me da forma mais do que do conteúdo, e inevitavelmente do animal associado – galinha, frango, peru e aves de modo geral.
        O hambúrguer é um lanche tradicional e, como você mesma citou, é associado à carne; e feijoada é um prato tradicionalíssimo do Brasil, feito com pedaços de porco – patas, orelhas, pele, etc.
        Certa vez, levei feijão preto para o almoço no trabalho; uma colega, que sabia que não consumo nenhum tipo de carne, me perguntou “é feijoada de quê?”; “de feijão!”, brinquei. Para ela – e tanta gente, o feijão preto é associado à feijoada tradicional e seus nacos suínos; isso prova que não é só uma questão de dicionário, vocabulário ou nomenclatura. É algo enraizado na cultura e, de novo, memória afetiva – e gastronômica.
        Concordo que o entendimento pessoal varia e que culturas são mutáveis; talvez eu seja um tanto obsessivo-compulsiva… hehe; mas preferiria chamar “coxinha” de jaca de bolinho de jaca desfiada – ou qualquer que seja o recheio não animal; “feijoada” vegetariana simplesmente de feijão preto com legumes, e por aí vai…
        Não se trata de tornar isso num incômodo, mas de refletir sobre o mundo e novos modos de pensar e comer.
        Questão de tempo, é verdade.
        Um abraço.

  10. Mariana says

    Nossa, finalmente alguém falou algo sobre isso.. fui pesquisar sobre a castanha crua e li que são tóxicas mas toda receita que me interesso atualmente tem ela como ingrediente. Então pra que diacho escrevem que é cru na embalagem, gente? Eu tava achando que tava todo mundo doido hahahahahah.. Achei hoje finalmente pra comprar e vou fazer então.. é segura mesmo né, André? Pelo amor de Deus hahahahaha ADORO SEU BLOG!

    • André says

      Oi Mariana! Pois é, quando comecei a fazer receitas com castanhas surgiu essa dúvida, e olha, foi difícil achar uma informação precisa. A castanha de caju crua de fato é tóxica e não deve ser consumida. Sabe quando você compra caju fresco e tem a castanha em cima grudada? Não deve ser consumida sem passar por um método de aquecimento. As castanhas vendidas em supermercados, lojas de produtos naturais, empórios, feiras livres…não são cruas. Todas passam por algum método de aquecimento que eliminam suas toxinas, se tornando aptas para o consumo. Algumas são fritas, outras torradas e algumas cozidas no vapor, essa última versão é a menos processada, mais “in natura”, mas sem as toxinas. Também não sei porque diabos ela é chamada de crua, sendo que de fato ela não é. Comercialmente foi dado esse nome, então por isso que chamo de cruas, é desse jeito que você vai achar para comprar. Fico feliz em saber que gosta do blog 😀 Abraços!

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