Destaque meio, Indicações
comentários 4

Mitos da alimentação vegana: proteínas

Além da questão ambiental, uma alimentação sem carne e derivados, promove mais saúde, pois sua base são ingredientes mais saudáveis e nutritivos. Mesmo assim, a alimentação vegana ainda gera dúvidas ou inseguranças para algumas pessoas.

Pensando nisso, a partir de hoje a nutricionista Caroline Scherner vai esclarecer partes destas dúvidas através de uma coluna mensal aqui no blog, oferecendo mais conteúdo informativo sobre o veganismo do ponto de vista nutricional.

Vamos começar desvendando um dos principais mitos da alimentação vegana, a proteína.

Frequentemente vegetarianos e veganos são abordados sobre este macronutriente, pois grande parte da população acredita que as proteínas se encontram exclusivamente nos alimentos de origem animal ou que este tipo de alimentação não consegue fornecê-la em quantidade suficiente.

Para acabar com esse paradigma de uma vez por todas e você ficar mais tranquilo, confira a seguir onde podemos encontra-las no reino vegetal:

Leguminosas

Ervilha, amendoim, grão-de-bico, lentilha, tremoço, soja e todos os tipos de feijão: branco, preto, fradinho, carioca e vermelho são importantes fontes de proteínas, fibras e minerais. Devem ser associadas a cereais integrais para obter as proteínas completas.

Sementes e oleaginosas

Amêndoas, avelã, castanha de baru, castanha-do-pará, castanha de caju, nozes, pistache, sementes de abóbora, chia, linhaça e girassol apresentam alto teor proteico e de minerais. Porém devem ser consumidos com moderação.

Cereais

Quinoa, aveia e cevada também são fontes de proteínas.

Outras fontes

Tofu, conhecido como “queijo de soja”, é uma ótima fonte de proteínas e cálcio. Por ser versátil pode ser consumido em receitas doces e salgadas.

Tempeh, produto obtido a partir da fermentação da semente de soja, confere um aroma maravilhoso e sabor forte para muitos pratos.

Seitan, obtido a partir do glúten do trigo, é popularmente conhecido como “carne de glúten”.

Podemos obter as proteínas completas de duas formas: optando por alimentos proteicos de alto valor biológico ou combinando alimentos cujas proteínas se complementam. No primeiro grupo temos a soja e todos os seus derivados como o tofu e tempeh, além da aveia, quinoa e gérmen de trigo. Já no segundo temos os cereais, leguminosas, sementes e oleaginosas, que misturados entre si proporcionam proteínas completas.

Com uma alimentação balanceada e diversificada não é necessário combinar todos estes alimentos (fontes de aminoácidos formadores de proteína) na mesma refeição, basta ingerir diariamente preparações variadas e nutritivas que apresentem os alimentos citados acima. Portanto, com o planejamento adequado, uma dieta vegetariana, desde ovolacto a estrita, é sim capaz de fornecer toda a proteína necessária ao nosso organismo!

——–

Nutricionista Caroline Scherner | CRN2 12603 | Foco de atuação em alimentação vegetariana e transição para o vegetarianismo.

Acompanhe nas mídias sociais: Facebook e Instagram

  1. Murilo Marques says

    Tenho muitas dúvidas em relação à B12. Você teria algum artigo para me indicar?

    • André says

      Oi Murilo! Em breve vai ter aqui no blog um post só sobre a B12 escrito pela nutricionista 😉 Abraços!

    • André says

      Oi Paty! Que bom que você gostou do post. Espero que você goste dos próximos 😉 Abraços!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *